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ESTUDO: O QUE PENSAM OS PORTUGUESES SOBRE A DIFERENÇA DE GÉNEROS?
2017-08-30
Apesar de 76% considerarem que a posição das mulheres na sociedade melhorou nos últimos 10 anos, apenas 28% consideram que mulheres e homens são tratados de igual forma. A mentalidade dos portugueses é agora diferente e a grande maioria (75%) discorda que a função do homem é ganhar dinheiro e a da mulher é cuidar da família e da casa. As conclusões são de um estudo promovido pela Nielsen.
Em relação à situação profissional, 54% dos portugueses ainda consideram que as mulheres são menos propensas a desempenhar funções de chefia e 60% acreditam que as líderes femininas têm que trabalhar mais do que os homens para provarem as suas capacidades de liderança. Para além disso, a parentalidade e a vida familiar são ainda obstáculos à evolução profissional das mulheres, com 72% dos portugueses a admitir que ter filhos impacta mais a carreira das mulheres do que a dos homens.
Ainda mais de metade consideram que existem empregos ou carreiras mais apropriadas aos homens assim como existem outros mais apropriados às mulheres. A disparidade salarial é ainda uma realidade em Portugal, com apenas 32% dos portugueses a assumir que as mulheres recebem o mesmo salário dos homens caso desempenhem as mesmas funções.
A maioria dos portugueses (85%) já consideram que os homens têm a responsabilidade de ajudar nas tarefas domésticas e que tomar decisões sobre actividades de entretenimento (66%), investimentos (59%) ou educação das crianças (54%) devem ser partilhadas por ambos os membros do casal. A mesma opinião prevalece no que se refere a tarefas como a gestão financeira (53%), as compras diárias (50%), a preparação das refeições (45%), cuidar das crianças (44%) e cuidar de familiares doentes (46%) ou idosos (40%).
Segundo o inquérito da Nielsen, esta mudança nas convicções dos consumidores vem, de facto, impactar a sua relação com as marcas e o seu comportamento de compra. 51% dos portugueses acreditam que a publicidade e as embalagens das marcas deveriam também mostrar os homens a tratar das crianças e 77% admitem que o facto de as empresas lutarem para combater leis discriminatórias pode influenciar a sua decisão de compra.