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COMO AS MARCAS ESTÃO A REAGIR À POLÍTICA DE IMIGRAÇÃO DE TRUMP
2017-01-30
Várias marcas avançaram com medidas e doações que demonstram a sua oposição à política de imigração de Donald Trump, que veio proibir a entrada nos Estados Unidos de cidadãos de sete países de maioria muçulmana (Síria, Líbia, Sudão, Irão, Iraque, Somália e Iémen).
A Starbucks anunciou que planeia recrutar nos próximos cinco anos 10 mil refugiados nos 75 países onde está presente.”Vivemos tempos sem precedentes, nos quais somos testemunhas de que a consciência de nosso país e a promessa do sonho americano foram colocadas em xeque”, referiu o presidente da Starbucks, Howard Schultz, num e-mail enviado aos funcionários. No caso dos Estados Unidos, a Starbucks está disposta, por exemplo, a contratar refugiados que tenham trabalhado para o exército americano como tradutores.
O presidente da plataforma Airbnb, Brian Chesky, anunciou no Twitter que está disposto a dar alojamento gratuito às pessoas afectadas pelo decreto que impede a sua entrada nos Estados Unidos.”A Airbnb fornece um alojamento gratuito aos refugiados e a qualquer pessoa proibida de entrar nos Estados Unidos”, apontou.
A Lyft, concorrente do Uber, doou um milhão de dólares à American Civil Liberties Union, entidade que está a contestar a decisão de Trump em tribunal. A Uber foi, entretanto, alvo de apelos de boicote, com a hashtag #DeleteUber nas redes sociais, já que manteve o serviço de transporte para o aeroporto JFK de Nova Iorque, apesar de estar a haver uma greve dos taxistas da cidade contra a política de imigração de Trump. Além disso, com menos oferta de transporte, a Uber apresentou preços mais elevados aos seus utilizadores, beneficiando da greve dos taxistas. Após as críticas nas redes sociais e as notícias, a Uber anunciou que iria apoiar financeiramente os motoristas prejudicados pela política de imigração de Trump.