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Desemprego desce, mas Portugal mantém-se no top da UE
2016-07-04
Apesar da melhoria da atividade em 2015, Portugal mantém até hoje o quinto pior nível de desemprego da Europa, diz Eurostat.
A taxa de desemprego tem vindo a descer de forma mais ou menos consistente desde o início de 2013, mas os dados atualizados pelo Eurostat mostram que o país está a melhorar neste indicador abaixo do ritmo médio da Europa e da zona euro.
Resultado: apesar da melhoria de condições da atividade em 2015, Portugal mantém há anos um lugar de topo no desemprego, o quinto nível mais alto entre os 28 países da União Europeia. Era assim em maio do ano passado; continua a ser assim um ano depois.
Esta é uma das conclusões possíveis do último estudo comparativo do Eurostat, divulgado nesta sexta-feira. Segundo a atualização, a Grécia (que ainda não divulgou dados relativos a maio) deverá ocupar o pódio dos piores, com um desemprego na casa dos 25% da população ativa.
Logo a seguir vem Espanha, com uns expressivos 19,8% em maio, Croácia com 13,3%, Chipre com 12% e Portugal com 11,6% (como já tinha sido revelado pelo INE). As melhores posições cabem, como tem sido hábito nos últimos anos, a Alemanha (4,2%), Malta (4,1%) e República Checa (4%). Em todo o caso, cabe referir que a taxa de 11,6% de desemprego em Portugal, em maio, repete o valor de abril, mas trata-se do nível mais de quase seis anos (desde março de 2010).
Melhor sim, mas abaixo da média De notar também que, sendo verdade que a economia nacional tem vindo a conseguir baixar a incidência do desemprego — chegou a ultrapassar os 17% no início de 2013, mas entretanto aliviou para a casa dos 11,6% –, também é de notar que a melhoria destas condições é menos vibrante em Portugal do que em outros países e face à média europeia.
Entre maio de 2015 e igual mês deste ano, a taxa de desemprego desceu cerca de 0,8 pontos percentuais em Portugal, valor que compara com a quebra notável de 1,8 pontos na Irlanda (para 7,8%); ou descida de 2,7 pontos em Espanha onde, em todo caso, o nível é muito mais elevado, sendo natural que ajuste de forma mais dramática. Mas face à média europeia, Portugal o ajustamento do mercado de trabalho (no sentido de menos desemprego) é claramente mais lento.
A redução de 0,8 pontos na taxa compara com menos 1 ponto percentuais ao nível da UE (o desemprego total vale pesa agora, em maio, 8,6%). Em termos absolutos, a mesma coisa: o contingente de desempregados está a diminuir, em termos homólogos, em maio, mais rapidamente na UE (9,3%) do que em Portugal (7,4%). A União dos 28 conta atualmente com mais de 21 milhões de pessoas sem trabalho; Portugal ainda conta com 587 mil em termos ajustados da sazonalidade, em maio.